CONTROLE

Por algum tempo, o Passo Um me era confuso, pois significava a abominação do controle em nossas vidas. O controle seria algo negativo, fato reforçado por comportamentos de companheiros em suas partilhas nas reuniões do nosso Grupo. Quando comecei a entender que deveria prestar serviços, até porque fazia parte do programa de minha recuperação, observei que vários companheiros com encargos no Grupo pareciam exercer as suas atividades sem o menor compromisso. Creditei tal observação à cultura existente do “controle negativo”. Adiante, compreendi que meus companheiros, como eu, não sabiam que a prestação de serviços, com responsabilidade, é natural e saudável. Quanto ao controle negativo, aprendi que poderia ser aquele promovido de maneira excessiva, capaz de nos afetar pela ansiedade e depressão. O controle pode significar falta de fé, própria de quem tem medo. O excessivo controle é atitude de quem quer sufocar algo ou alguém. Isso pode significar que estamos banhados de culpa, de frustração e de raiva. Hoje, continuo a rever aquele conceito inicial consciente de que negativa ou positiva serão sempre as minhas atitudes, tomadas sem medo de ser feliz.