AUTOESTIMA

Só por hoje não estou convivendo com meu familiar em sua adicção ativa. Mas os problemas não acabaram. Estava buscando descobrir de onde vinha tanto complexo de rejeição e falta de afeto, pois a vida inteira servi a todos de maneira quase incondicional para ser aceita. Minha casa estava sempre cheia; todos procuravam a irmã, a cunhada, a tia. E eu estava onde alguém precisasse de ajuda. Nunca visitava ninguém, sem antes passar no mercado, mas ninguém fazia isso ao visitar-me.  Eu era considerada forte, capaz e, como trabalhava, não precisava de nada. Mas na verdade eu não conseguia ficar sozinha.

No Nar-Anon, além de aprender a conviver com o adicto, amando-o e compreendendo que a adicção é uma doença, também aprendi a me conhecer, a dar e receber incondicionalmente.

Hoje consigo ficar sozinha e sei que posso ser uma boa companhia para mim mesma.