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  • Grupos Familiares Nar-Anon

    Os Grupos Familiares Nar-Anon são principalmente para você que tem ou teve o sentimento de desespero em relação ao problema de dependência química de alguém muito próximo a você. Também percorremos essa estrada infeliz e encontramos a resposta com serenidade e paz de espírito.

    Quando você entra em um Grupo Nar-Anon, você não está mais sozinho, mas entre amigos verdadeiros que entendem seu problema como poucos. Respeitamos sua confiança e anonimato, e pedimos que você respeite o nosso. Esperamos transmitir a você a certeza de que não existe situação tão difícil que não possa ser melhorada ou dor tão grande que não possa ser amenizada.

    Nosso programa, que não é religioso, mas um modo de vida espiritual, baseia-se nos Doze Passos sugeridos por Nar-Anon. Descobrimos que o estudo e a prática desses Passos poderão lhe mostrar um novo modo de viver. Pedimos que você leve este programa e seus Doze Passos a sério. Tem sido útil para nós como o programa de Narcóticos Anônimos é para o adicto (dependente químico). Só pedimos sabedoria e coragem para nos ver como realmente somos, para fazer algo sobre nós mesmos com a ajuda de um Poder Superior, como entendemos, e para a graça de libertar nossos adictos com amor e deixar de tentar mudá-los.

    Mantenha a mente aberta e participe de tantas reuniões quanto possível. Sinta-se à vontade para compartilhar durante a reunião. Você pode fazer perguntas após a reunião. Você logo fará novos amigos e se sentirá parte do Grupo.

    Com o entendimento de que a adicção (dependência química) é uma doença e a percepção de que somos impotentes perante o adicto, assim como sobre a vida de outras pessoas, estamos prontos para fazer algo útil e construtivo com a nossa.

     

  • Os Doze Passos do Nar-Anon

    Membros compartilham suas experiências nos Doze Passos do Nar-Anon

    “Admitimos que éramos impotentes perante o adicto – que nossas vidas tinham se tornado incontroláveis.”
    (Primeiro Passo)
     
     “Neste Passo percebi que eu era impotente perante a doença do meu esposo. Por um lado, doeu muito ver essa minha impotência, ou seja, saber que eu nada poderia fazer para livrá-lo das drogas. Mas, por outro lado, me senti leve, ao constatar que eu não era a culpada pela doença dele, e nem mesmo responsável por sua recuperação. Entender que eu não tinha nada a ver com suas recaídas, e me livrar do peso de tentar ser alguém que eu não era, em prol de outra pessoa, foi maravilhoso! E, assim, pouco a pouco, dia a dia, a minha vida, que estava totalmente desgovernada e descontrolada, foi voltando para os trilhos. É incrível, ainda hoje, todas as vezes que tento controlar os outros, perco o controle sobre mim. Ainda bem que agora já aprendi esse segredo!”
     
     
    “Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia nos devolver a sanidade.”
    (Segundo Passo)
     
    “Fui criada em um lar cristão e sempre tive muita fé. Então, desde o primeiro contato com os Doze Passos, eu sabia que Deus poderia me devolver a sanidade. Sim, digo a sanidade, porque, por vezes, eu agia mais loucamente do que o meu esposo. Eu não precisava de drogas para gritar, me descabelar, jogar objetos, passar noites em claro, esquecer de mim, não cumprir com minhas responsabilidades, insultar, me jogar na frente de um carro, ir a delegacias e IMLs, dormir de roupas e sapatos, ligar 100 vezes para ouvir uma mensagem de celular desligado... Ou seja, eu não precisava de drogas para agir insanamente, porque meu esposo era a minha droga, e isso tudo era doloroso demais. Mas, eu sabia (e sei) que Deus pode mudar a minha forma de vida, e conceder a mim uma vida de equilíbrio e sanidade. E ele tem me concedido!”
     
     
    “Tomamos a decisão de entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, como nós O concebíamos.”
    (Terceiro Passo)
     
    “Para mim, o Passo Três foi uma consequência dos Passos Um e Dois. No Passo Um percebi que eu não posso. No Passo Dois percebi que Deus pode. E no Passo Três tomei a decisão de entregar a minha vontade e minha vida, bem como o meu esposo e sua doença, aos cuidados de Deus, o Único que pode!”
     
     
    “Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.”
    (Quarto Passo)
     
    “Esse foi o Passo mais difícil para mim. Na verdade, meus livros e o blog, possuem algumas postagens/capítulos que são a realização desse Passo. Você já parou para descrever sua vida, os fatos mais marcantes, seus sentimentos diante desses fatos? Já parou para refletir em suas ações? Quando fiz isso, doeu muito. Algumas coisas que fiz, estão feitas, e não posso voltar atrás. Mas, foi nesse Passo que identifiquei os meus ressentimentos e os meus sentimentos diante de cada acontecimento. Pude encarar, muitas vezes, a culpa, a vergonha e o medo em minhas ações, bem como meus traumas. Mas, também vi muitas qualidades em mim, muitos acertos e crescimento!”
     
     
    “Admitimos para Deus, para nós mesmos e para um outro ser humano, a natureza exata de nossos defeitos.”
    (Quinto Passo)
     
    “Neste Passo, descobri: ‘sim, eu tenho defeitos!’ Sou um ser humano, e como tal, tenho falhas. E não há nada de anormal nisso. E mais, tentei ver em minhas falhas, a sua natureza exata. Agora o que eu havia relatado no Passo Quatro, deveria ser confessado a Deus, a mim mesma, e a outra pessoa. Isso me trouxe alívio... Muito alívio!”
     
     
    “Ficamos inteiramente prontos para que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.”
    (Sexto Passo)
     
    “Quando nos consideramos perfeitos, fica difícil Deus agir. Mas, após fazer os Passos Quatro e Cinco meus defeitos ficaram expostos, e agora eu estava pronta para pedir que Deus me fizesse uma pessoa melhor e removesse esses meus defeitos. O interessante foi que neste Passo passei a me aceitar e a gostar de mim como sou.”
     
     
    “Humildemente, pedimos a Ele para remover nossas imperfeições.”
    (Sétimo Passo)
     
    “Para mim, a grande diferença entre os Passos Seis e Sete está na Humildade. Foi preciso cada um dos Passos anteriores para trabalhar em mim a humildade, e somente com ela, posso realmente sentir o quanto Deus transformou e transforma a minha vida, quando permito e peço. Isso não acontece de uma hora para a outra, leva tempo. Tenho muitas imperfeições, e as aceito, mas hoje aprendi a pedir que Deus as remova de mim.”
     
     
    “Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a fazer reparações a todas elas.”
    (Oitavo Passo)
     
    “Difícil, não é? Parar e refletir sobre quais pessoas prejudicamos... E sem desculpas do tipo: ‘fiz isso, porque ela me fez aquilo’. Não! Neste Passo, interessa apenas o que EU fiz. Relacionei todos a quem prejudiquei durante a minha vida, mesmo que involuntariamente.”
     
     
    “Fizemos reparações diretas a essas pessoas, sempre que possível, exceto quando fazê-lo viesse prejudicá-las ou a outras pessoas.”
    (Nono Passo)
     
    “Este Passo é a continuidade do anterior. Ainda não o concluí. Fiz a listinha de nomes, mas, a algumas pessoas ainda não fiz reparação; a outras não convinha. Entretanto, com as quais já fiz as reparações, a experiência foi maravilhosa! Eu me senti tão bem! Tão leve! Sensação muito boa! Ainda estou aguardando a reparação mais difícil de ser feita: com a minha mãe. Mas, tudo tem sua hora...”
     
     
    “Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.”
    (Décimo Passo)
     
    “No início, o blog representava bem o meu Passo Dez. Ao final de cada dia eu relatava os acontecimentos, identificava meus erros e os admitia. Como o blog cresceu muito, hoje prefiro fazer isso de forma mais individual. É muito interessante como, por vezes, passamos a viver no ‘piloto automático’. Parar e refletir sobre nossas ações é fundamental para o nosso crescimento. Este Passo serve também como um medidor para identificar se estamos andando no caminho que nos propusemos, sem desvios.”
     
     
    “Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, como nós O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e a força para realizar essa vontade.”
    (Décimo Primeiro Passo)
     
    “Faço minhas orações diariamente. Na verdade, as faço muitas vezes durante o dia. Não tenho um método formal de oração, mas converso com Deus, sentindo-O como um Pai, alguém próximo, que me ama e em quem posso confiar sempre. É essa a origem da minha força, e dos meus bons sentimentos. Não apenas falo, mas também tento escutá--Lo para conhecer a Sua vontade para a minha vida.”
     
     
    “Tendo tido um despertar espiritual, por meio destes Passos, procuramos levar esta mensagem a outras pessoas e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”
     
    (Décimo Segundo Passo)
     
    “Neste Passo está a motivação que me levou a criar e a manter o blog, o livro e a página no Facebook: levar esta mensagem a outras pessoas. Se pararem para observar, tudo o que falo em meu blog, está de certa forma relacionado a esses Passos. O que um dia aprendi, tento passar adiante. Afinal, se mudou a minha vida, pode mudar a de outros também. Mais do que passar adiante, tento praticar o que aprendi, afinal, mais vale um exemplo do que mil palavras...”