Divulgação

A informação pública é a forma como permitimos que outros amigos e familiares de adictos saibam que existe ajuda lá fora. Podemos fazer isso de várias formas..

No Nar-Anon aprendemos:

que o uso de drogas é uma doença;

a compartilhar nossos problemas;

focalizar nossa energia em nós mesmos;

a melhorar a nossa autoestima;

a substituir o desespero pela esperança e

viver um dia de cada vez.

 

GRUPOS FAMILIARES

  • O Grupo familiar Nar-Anon é essencialmente para você que tem ou já teve um sentimento de desespero relacionado ao problema de dependência química (adicção) de alguém muito próximo a você. Nós também já trilhamos este caminho de infelicidade e encontramos a resposta na serenidade e na paz de espírito.
  • Quando você chega a um Grupo Familiar você não está mais sozinho, mas entre companheiros com igual dificuldade que compreendem o seu problema, como poucas pessoas podem fazê-lo.
  • Respeitamos a sua confiança e o seu anonimato. Esperamos poder lhe dar a certeza de que nenhuma situação é tão difícil e nenhuma infelicidade tão grande, que não possam ser superadas.
  • Nosso programa é a prática dos DOZE PASSOS E DOZE TRADIÇÕES DO NAR-ANON. O programa não é religioso, mas sim uma forma espiritual de viver.
  • Com a aceitação de que a adicção é uma doença, e admitindo que somos impotentes diante dela, bem como sobre a vida de outras pessoas, estaremos prontos para fazer alguma coisa de útil e construtivo com a nossa própria vida.

SOBRE ADICÇÃO

Aprendemos no Nar-Anon que a adicção é uma doença - NÃO UMA QUESTÃO MORAL. Sob este aspecto ela é similar a diabetes. Somente com a completa abstinência do uso de drogas em quaisquer das suas formas, é que a doença pode ser controlada. Da mesma maneira que não podemos impedir a tosse de uma pessoa, também não podemos impedir o uso de drogas de um adicto. Ninguém, nem mesmo o médico, o clérigo ou a família pode fazer isso por alguém.

Descobrimos que o uso compulsivo de drogas não indica falta de afeto pela família. Não é uma questão de amor, mas de doença. O adicto perdeu o controle sobre a droga. Mesmo sabendo o que acontece, quando toma o primeiro gole, pílula ou teco, ele o fará. Esta é a “insanidade” da qual falamos em relação a esta doença.

Quando compreendemos e aceitamos que a adicção é uma doença, e que somos impotentes perante ela, estaremos prontos para aprender uma maneira melhor de viver.

Por isso entendemos que a recuperação é possível, desde que, inicialmente, o adicto admita que ele tem um sério problema e necessita de ajuda.

 

A FAMÍLIA

A adicção é uma doença que atinge a família. Ela afeta o relacionamento dos que estão próximos ao adicto (dependente químico). Pais, cônjuges, velhos amigos, empregadores, ficam todos preocupados devido ao seu comportamento inadequado.

O familiar se envergonha e tenta controlar o usuário, assumindo para si as responsabilidades que não lhe cabem, despertando os sentimentos de medo e culpa. Com isso nos tornamos ansiosos, criando um clima de facilitação que, sobre maneira, contribui para a progressividade da doença.

Contudo a adicção não é um caminho sem esperança.

Em nosso desespero procuramos respostas e possivelmente descobriremos, que ao compartilhar com aqueles que têm problemas idênticos, perceberemos que são os nossos próprios pensamentos e atitudes que deverão ser mudados.

No Nar-Anom aprendemos a viver um dia de cada vez; parar de criar expectativa; a lidar com nossos sentimentos; voltar o foco para nós e aplicar nossa energia onde temos algum poder, que é sobre nossa própria vida.